Modelo pluz size e surda tem conquistado o mercado

Modelo Betina Korbes deficiente auditiva e curve é uma das novas apostas da Ford Models


Com apenas 45% de audição do ouvido esquerdo e representando o mercado plus size Betina Korbes, a modelo curve vem se destacando no mundo da moda, e mostra que sua condição auditiva vai muito além das barreiras, mostrando um mundo sem limites para voos mais altos.

A gaúcha que já fotografou para grandes marcas como Renner, revista Claudia, Vogue Portugal, Hope, entre outras marcas de renome internacional, conta com milhares de seguidores nas redes sociais e mostra a importância de seu trabalho e como tem conquistado seu espaço no mundo da moda, além de ensinar a Língua Brasileira de Sinais.


”Fiz diversos trabalhos que me orgulho muito. Agradeço muito as várias oportunidades que tive. Passei pela experiência de conhecer outros lugares, e isso é maravilhoso. Sonho em alcançar novos lugares e mostrar que qualquer condição não pode definir o nosso caminho.”, comenta Betina.

Assumir novos espaços, pautando os trabalhos pela diversidade com um time diferenciado, é o que a Ford tem feito através de seu casting. Exemplo disso é o Time 50+, que inclui modelos maduras como as top models Ana Luiza Nascimento, Vita Chritofel e Beth Motta, todas com uma imensa bagagem de desfiles internacionais e editoriais de renome no mercado da moda.


Além disso, a Ford também investe dando suporte para quem deseja trilhar uma carreira de sucesso, com o MasterClass de mentoria para futuros modelos.


“Eu sempre quis ser modelo, sempre sonhei com isso, e sempre achei que tinha capacidade para escolha desta carreira, e apesar de todas limitações, eu consegui romper barreiras e realizar esse sonho. Todos nós, com dificuldades ou não, temos capacidade. Para mim é uma questão de adaptação e acreditar. O caminho é sempre buscar por caminhos que nos tornem pessoas melhores, temos muitos desafios ainda pela frente e precisamos evoluir também.”, explica.


Segundo Betina, existem altos e baixos na nossa auto-estima, porém a autoaceitação é essencial para perceber-se de maneira positiva e dar um grande passo ao empoderamento.

“É extremamente importante desfazermos a cultura enraizada de que deficiência é sinônimo de ineficiência. Devemos nos aceitar, porque podemos estar em vários lugares, ocupando diversos espaços e incentivando outras pessoas a entrarem no mercado de trabalho”, conclui a modelo.