A arte de cuidar

A médica Daiene Buglio fala da sua relação com seus pacientes e das novidades relacionadas à geriatria.


O médico geriatra é o especialista em cuidar de adultos e idosos. Ele dispõe de conhecimento para avaliar todas as alterações trazidas com o envelhecimento de forma integral.


A médica geriatra Daiene Buglio (SBGG/AMB) é mestre em Interações Estruturais e Funcionais na Reabilitação - foco em Alzheimer e pós-graduada em Cuidados Paliativos – HIAE.


Ela explica que, para o geriatra, o cuidar de alguém é também estender-se à família desse paciente.

“Escolhi a geriatria ao final da residência de clínica médica, quando percebi que gostaria de atuar de forma integral, ou seja, entender as entrelinhas das queixas e, com isso, tratar mais assertivamente as causas das patologias.”


Para ela, os maiores desafios da Medicina na área do envelhecimento ainda é o pouco discernimento das pessoas entre o que há no mercado e na mídia como soluções “milagrosas”, que não existem e que muito se denomina como tratamentos para a “longevidade”. “Todos iremos envelhecer! Como cuidamos dos pilares da nossa vida, é o que realmente fará diferença no final".


Outro desafio é fazer as pessoas entenderem as diferentes gerações existentes. A geração dos 60 anos já entendeu a importância do cuidar-se, do exercitar-se, etc., diferente por exemplo da geração dos 80 anos, na maioria, só procuram ou procuraram ajuda quando já adoecidos.


Sobre as novidades na especialidade, a médica conta que elas chegam em diversas áreas da geriatria: a medicina do estilo de vida chega como uma área de atuação, bem como a medicina integrativa que traz um grande diferencial para quem quer envelhecer bem e melhor.


“O atendimento domiciliar também tem crescido a cada dia, visto a demanda em decorrência da pandemia e de idosos acamados, ou com muitas dificuldades de saírem de casa. Na área da nutrição, muitos são os complementos e suplementos em benefício, principalmente, dos adultos ativos e dos idosos com alterações alimentares e/ou feridas. Ainda a entrada de injetáveis na busca de melhora em quadros agudos. O uso da cannabis medicinal, ainda em fase off label no tratamento de quadros demenciais, já está regulado ao tratamento da dor”.


Para este ano, tem planejado ações e projetos relacionados ao atendimento ainda mais personalizado e compartilhamento dos conhecimentos adquiridos.


Segundo ela, “na clínica lidamos com os núcleos familiares. Geralmente, começa com um paciente, a seguir o cônjuge, depois os filhos. Em alguns casos, até os netos. Não raro, formarmos vínculos fortes e que se estendem além do consultório. Grandes amizades iniciaram na relação médico/paciente.”


Daiene Buglio

Médica geriatra

CRM 138.245