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Helen Girotto

Conheça história de sucesso de uma empresária com visão, que por meio da Escola de Dança Passo a Passo fundou uma das maiores Rede de Negócios de São José do Rio Preto e região


Para ser um bom empreendedor não basta ter boas ideias. É necessário saber executá-las, estar atualizado quanto ao mercado, melhores produtos, plataformas de serviços e, claro, contar com bons colaboradores. As pessoas não nascem empreendedoras, elas são transformadas pelo ambiente em que vivem, ou pela educação que recebem desde cedo da família. Vivência, curiosidade e observação são questões fundamentais para um bom empreendedor. Este é o caso da empresária Helen Girotto, que ilustra nossa capa deste mês. Casada com Fábio Ribeiro, Helen conta que começou a empreender com oito anos de idade na empresa da família, uma oficina mecânica dentro de sua própria casa. Nessa época, ela já vendia guardanapos de ponto em cruz e vários itens “Eu vendia os guardanapos para os clientes do meu pai. Comprei meu primeiro guarda-roupa e logo depois meu carro, e foi assim que começou minha história com o empreendedorismo. Venho de uma família humilde, mas de muito caráter, eles me ensinaram tudo o que sou. Acredito que nunca devemos esquecer das nossas origens, elas são nossa base e alicerce para a vida adulta”.


Vida & Dança

Helen conta que a dança está em sua vida desde criança, pois dançava com seu pai. Em seu escritório ela guarda a foto desse registro, para se lembrar de onde veio e como tudo começou. “Meus pais eram rígidos na questão da educação, organizados e muito honestos. Na realidade, eu queria montar exatamente uma empresa na qual eu pudesse colocar todos esses princípios em prática. Me lembro, que na oficina mecânica do meu pai, tinha adaptação para pessoas com deficiência física e ele sempre dizia: ‘entre empreender, ganhar dinheiro e mudar a vida do outro, eu fico com os dois’, e é isso que eu procurei aplicar na minha vida, um propósito para alcançar a vida de outras pessoas, sempre de forma positiva”.


A empresária conta que quando completou 18 anos, teve uma depressão, momento em que seu irmão a levou para um projeto cultural na Casa de Cultura para fazer aulas de dança de salão. “Minha primeira aula foi salsa e roda de cassino, fiquei extremamente apaixonada e foi quando pensei: eu quero montar uma escola de dança. Na época, apresentei o projeto para o meu pai com apenas 18 anos, e ele foi meu primeiro ‘investidor anjo’. Ele só tinha mil reais e me emprestou todo o dinheiro. Assim, montei a Passo a Passo Escola de Dança com os mil reais e fiz o primeiro baile, na Basílica de São José do Rio Preto. Acredito que nesse momento o networking entrou na minha vida, pois nesse primeiro baile eu não conhecia ninguém a não ser os clientes do meu pai, as pessoas da igreja e meus parentes. Então, sabia que precisava incentivar as pessoas a falarem desse baile para outras pessoas, para que eu pudesse completar 300 pessoas pagantes e devolver o investimento inicial para o meu pai na escola, bem como ter um caixa para a escola. Nesse primeiro evento, não só paguei meu pai, como também consegui fazer um fluxo de caixa. Acredito que sempre tive essa ‘veia’ de organização, por conta da minha experiência familiar. Era uma oficina mecânica? Uma pequena empresa? Sim! Mas a bagagem que recebi da organização foi muito grande. Impactar a vida de outras pessoas era o que eu sonhava para a minha vida”.



O início


Helen explica que fazer as aulas na Casa de Cultura a fez muito bem, e ela queria que todas as pessoas também vivessem aquela experiência. Também desejava uma escola que fosse diferente, voltada para o público da dança a dois, mas que não fosse palco. “Inaugurei a Passo a Passo em um espaço 4x4, que ficava na Rua Presciliano Pinto, e como fazíamos um trabalho muito sério, já no primeiro ano, a escola cresceu muito e fomos para a Rua Ipiranga com 350 m², seis salas de aula e uma equipe grande. Foi lá onde permanecemos por 14 anos. Foi uma história linda”. Helen conta que a Passo a Passo não realiza apresentações de fim de ano, espetáculos em teatro, pois é uma escola voltada para a qualidade de vida e bem-estar da dança a dois. “A dança é terapêutica, temos alunos que escolhem a dança porque acabaram de ficar viúvos, casais que chegam para terapia familiar, pais e filhos. Por exemplo: tivemos casos de um pai que estava com Alzheimer, outro mal de Parkinson, e tudo isso, a dança ajuda. Também temos uma parceria com o Centro de Cérebro e Coluna, onde auxiliamos nesse desenvolvimento”.


A Rede de Negócios


A empresária conta que a rede chegou há oito anos atrás, e a ideia surgiu a partir de uma aula para um aluno, proprietário de uma pizzaria, que a deu um “insight”. “Ele me disse assim: Helen, porque você não monta um grupo de vantagens para os seus alunos terem desconto na pizzaria? Achei a ideia muito legal e foi o que eu fiz. Então, comecei a pegar os alunos que eram da escola e divulguei esse clube de vantagens. Chegamos a ter em nosso clube de 50 pessoas. Até que, tive outro aluno, também proprietário de uma outra pizzaria, interessado em entrar no clube. Foi nesse momento que eu ‘mudei a chave’ para ter um conceito de exclusividade, ou seja, uma empresa por segmento, sem concorrência. Por eu ser muito ligada ao meu propósito, sou muito fiel aos meus sentimentos e fiquei incomodada em ter duas pessoas no mesmo ramo de atividade. Isso iria gerar concorrência e não uma ajuda e a partir desse momento, o Clube de Vantagens passou a ser Rede de Negócios.



O crescimento


Helen explica que na Rede de Negócios, a filiação só é cobrada para que a pessoa seja única e exclusiva em seu ramo de atividade. “No Clube de Vantagens tínhamos 53 empresários, 52 pagaram a nossa filiação para continuar. Hoje, a minha missão, visão e valores é a mesma tanto para Escola de Dança quanto para a Rede de Negócios, que é mudar positivamente a vida das pessoas na escola por meio da dança e na rede por meio dos bons negócios. Acredito muito que o networking 1 + 1 é maior que 2. As relações humanas, o engajamento de você se preocupar de verdade com o outro. Devemos sempre emanar energia para o bem, que o bem vem para nós também. Espalhe luz, pois acredito que todo esse sucesso da Passo a Passo nesses 15 anos, não veio da sorte, ele veio de muita luz que derramamos na vida de pessoas e que essas pessoas também desejaram muita luz para nós. Uma coisa que meu marido sempre me fala e que acredito que herdei da minha mãe é que eu não tenho medo de empreender, se der errado!? Ótimo... pelo menos eu tentei, talvez essa falta de ‘medo’, seja uma qualidade”.


Ela explica que a Rede trouxe muitos bons negócios para as pessoas de São José do Rio Preto, por isso decidiu expandi-la para a cidade de Olímpia e sua região. “As pessoas me perguntam, por quê em Olímpia uma Rede de Negócios? Olímpia é a cidade do folclore, onde existe cultura e dança. Também é a cidade da família do meu pai, que faz muito sentido para mim. Olímpia é uma cidade empreendedora com vários parques temáticos onde teremos em breve Playcenter, shopping, aeroporto internacional, ou seja, o empreendedorismo, a cultura, o folclore está tudo ali. Por isso, meu objetivo é mudar positivamente a vida das pessoas por meio da cultura e dos bons negócios. Acredito que a unidade de Olímpia irá impactar positivamente os empresários da região e irá atender cidades como: Guaraci, Guaíra, Guapiaçu, Olímpia e Ribeirão Preto”.


Planos para o Futuro


A empresária acredita que a pandemia mostrou para o mundo que precisamos viver o presente e que o amanhã a Deus pertence. “Eu não faço planos a longo prazo, tenho sim planos a curto prazo, como por exemplo, estruturar a unidade de Olímpia e ter até dezembro/2022, 100 afiliados. Também quero estruturar a operação em São José do Rio Preto para batermos o recorde de 250 empresários. Tudo isso, a curto prazo. A longo prazo acho que meu único objetivo é que continuemos impactando a vida das pessoas. Também tenho muita vontade de ir para a cidade de São Paulo/SP, com a Rede, mas eu não quero criar franquias da Passo a Passo Rede de Negócios, porque eu sei que as pessoas que vão estar na ‘ponta’, não vão ter o mesmo amor que eu tenho e que eu deposito nos meus afiliados. Hoje a Larissa cuida da operação Olímpia e temos o embaixador de negócios, o Sr. Toninho Aydar, e essas duas pessoas representam o que eu sou. Primeiramente você precisa cuidar do CPF do empresário, para depois cuidar do CNPJ. É o cuidar da pessoa, para depois cuidar da empresa. Eu não faço absolutamente nada na minha em que meu pai, minha mãe, meu irmão ou meu marido, possam não sentir orgulho de mim. Tudo que eu faço é pensando neles, sempre com uma atitude positiva para as pessoas que eu amo. Todos os sonhos que eu tinha na minha vida era que minha família se orgulhasse de mim, e que eu pudesse dar um propósito para o meu trabalho. Se a Helen hoje não existir mais o legado que ela deixou, impactou a vida de muitas pessoas. E isso para mim, faz todo o sentido”.

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