Malu Rodrigues

Apresentadora compartilha uma de suas receitas preferidas e conta um pouco de sua história com a gastronomia.


Formada em comunicação social com ênfase em jornalismo, MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Malu apresenta seu programa “Malu Visita” na Rede Record aos sábados. A apresentadora e influencer participou de um bate papo com a revista Nova Versão para falar sobre o seu amor pela cozinha.


Como foi o início dessa história?

A minha vida sempre esteve ligada à cozinha. Minha mãe, de pais espanhóis, adorava cozinhar e meu pai, filho de mãe italiana, adora comer. Então cresci com uma cozinha mediterrânea, em volta de tomates maduros, azeitonas, legumes, azeites e queijos.


Meu avô por parte de pai era açougueiro e meu pai também tinha açougue, com isso sempre gostamos de comer carnes.


Meu pai levava as peças de carne inteiras para casa, e ele mesmo as fatiava. Então os bifes grossos, malpassados e suculentos na panela de ferro, fizeram parte da minha infância. Aproveitávamos todas as partes do animal e minha mãe fazia rabo, buchada, ossobuco, carne de panela, enfim todas essas receitas difíceis de encontrar nas famílias de hoje.


Quando adulta, dei um tempo nas redações e viajei. Morei em alguns países da Europa e nos Estados Unidos. Como mochileira, com pouco dinheiro, tinha que trabalhar. E trabalhei lavando pratos. Até que um dia fiz o curso de catering no Southgate Technical College, em Londres e, de lavadora de pratos, passei a “Chef de cozinha”. Profissão que durou apenas dois anos.


Voltando para o Brasil fiz uma horta orgânica comercial, lá pelos anos 80. Fui a primeira agricultora orgânica da região, algo que não se conhecia muito.


Mais tarde, como “freelancer” de um jornal da cidade, fazia as pautas sobre alimentação orgânica e integral. E assim voltei ao mercado da comunicação. De “freelancer” a assessora de imprensa e finalmente apresentadora de TV.


Com a pandemia, tudo mudou. Retomei a horta no quintal, começando com as ervas e logo já tinhas as folhas e raízes. Assim, voltei a cozinhar, fui ganhando confiança e relembrando as receitas e clássicos.

Hoje gravo as receitas para o meu canal no Youtube e quando voltei para a TV coloquei a gastronomia como parte do programa. A ideia não é só cozinhar, mas também mostrar outros cozinheiros, chefs e restaurantes.


RISOTO DE FUNGHI SECCHI


Escolhi apresentar o Risoto de Funghi, pois ele é muito simples, porém tem muito sabor. O funghi é uma ótima fonte de proteína. Para esta receita usei caldo de carne que fiz com ossobuco, legumes e ervas. Minha ligação com o risoto é emocional, é a comida favorita do meu marido, Luís Soares. Este se serve com medalhões de filé mignon selados na manteiga com alho e tomilho fresco.


Receita:


12g de Funghi Secchi (hidratado com água quente e picado em pedaços menores)

1 copo de Arroz Arbóreo (para duas pessoas)

80ml de Vinho Branco

Aproximadamente 750ml de caldo de carne

2 Colheres (sopa) de Manteiga

Cebola (picada)

Colher (sopa) Azeite

Queijo Parmesão (fresco, ralado na hora)

Sal e Pimenta

Para fazer para mais pessoas é só ir dobrando na proporção.


Modo de fazer:


Refogamos a cebola numa colher de manteiga com um fio de azeite. O azeite é importante para que a manteiga não queime. Deixamos a cebola murchar e acrescentamos o funghi hidratado e picado. Depois de refogado acrescentamos o arroz e o envolvemos com a manteiga, cebola e funghi. Colocamos o vinho branco e mexemos até evaporar. Vamos, então, colocando caldo um pouco de cada vez, mexendo e deixando evaporar. O segredo do risoto está nesse cozimento lento que faz com que o arroz solte seu amido e deixe o prato bem cremoso. Com o arroz quase no ponto (al dente), acrescentamos uma colher de manteiga gelada e o parmesão ralado. Misturamos bem e está pronto para servir.