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Essência Histórica

Em matéria exclusiva para a revista Nova Versão contamos um pouco da história do centro de uma das mais belas cidades do Noroeste Paulista, São José do Rio Preto


Um lugar que não perdeu sua magia histórica. O tempo passou, muita coisa mudou, mas a nostalgia de voltar ao centro da cidade sempre estará intacta. Ao andar pelas ruas, passando em frente aos prédios, vemos “aquele casal de idosos” saindo logo pela manhã para ir até a padaria buscar seus pães para o café da manhã. Logo o dia vai começando e a grande movimentação dos carros e das pessoas vão mostrando que o dia será agitado. Ônibus começam a circular levando e trazendo pessoas. As portas das empresas começam a abrir e os vendedores anseiam pelas vendas e pelo sucesso profissional. Avistamos de longe os funcionários da “Zona Azul”, que começam a verificar os carros que colocaram, ou não, os tickets com permissão para utilizar o estacionamento da via pública. No mercadão, temos uma grande movimentação, alguns se deliciando com os famosos pastéis, outros escolhendo na banca suas frutas, legumes e verduras. Ainda vemos aqueles que tiram um tempo do seu dia para bater papo e encontrar os “velhos” amigos. No centro, moram os mais antigos, aqueles que chegaram na cidade e construíram suas famílias. Esses insistem em permanecer onde viram filhos, netos e bisnetos crescerem e desfrutarem da mesma sensação e espaço.

Ah! Quantas histórias temos no centro de Rio Preto! Que cada cidadão dê o devido valor a tudo que nossos antepassados e familiares mais velhos ajudaram a construir.

Falando sobre o centro de São José do Rio Preto, a história começa em 19 de março de 1852, data da fundação da cidade. O centro foi a primeira localidade estabelecida do município, onde começou a cidade. A Catedral de São José, localizada entre as praças D. José Marcondes e Ruy Barbosa, é o marco zero da cidade.



O Tempo e as Mudanças

O centro passou por uma reformulação na década de 1950, coordenada pelo prefeito Alberto Andaló, com a construção da galeria Bassitt e da sede da Rádio Independência. Vieram também novas ruas, praças e edifícios. Na década de 1970 parte do centro virou um calçadão público. Em 1973 a igreja matriz foi demolida, dando lugar à Catedral atual. Em 1980 foi concluída a atual biblioteca municipal, localizada na Praça Cívica, às margens do rio Rio Preto. E no ano de 2020 o calçadão passou por sua última reforma. Atualmente a estimativa é de que passam pelo centro de Rio Preto 20 mil pessoas por dia. As novidades para os próximos meses incluem a área central, que receberá uma programação intensa nas datas comemorativas, iniciando pelo dia das crianças de 2022 e terminando no Natal de 2023. Além da decoração natalina nas praças Dom José Marcondes e Rui Barbosa. E a continuidade da revitalização de prédios como a Estação Rodoviária, Estação Ferroviária além da reforma de acessos a esses locais, paisagismo, iluminação, segurança e na coleta seletiva de resíduos que será implantada ainda neste ano.

Viver no Centro


Para a arquiteta Mariana Rocco, viver no centro é uma realização de infância. “Acredito que um dos primeiros fatores é a localização, segundo pela arquitetura dos apartamentos antigos que são bem maiores que os apartamentos mais novos e, o terceiro, pelo valor do imóvel que é mais acessível do que um imóvel residencial num condomínio da cidade. Meu apartamento possui 430m2 e atende toda a minha família”. Ela conta que sempre sonhou em morar no apartamento que vive hoje, comentando que o via da sacada e dizia que um dia iria morar ali. “Para as pessoas que sonham em viver no centro da cidade, além de prepararem as finanças, preparem-se também para uma boa reforma, pois os imóveis são antigos. Porém o resultado, após a reforma, é realmente incrível. Vale lembrar que ter um profissional da arquitetura, te ajudando nesse processo, faz toda a diferença”.


O decorador Douglas Soler conta que escolheu o centro para viver pelas facilidades do local. “O centro me oferece mais possibilidades de lojas, padarias, frutarias, tudo próximo ao local que escolhi para morar. É muito bom ter a facilidade de ter tudo o que precisamos muito próximo”. Ele conta que sempre desejou morar no centro, mas depois que uma amiga comprou um apartamento nas localidades ele decidiu colocar os planos em prática, pois as estruturas dos apartamentos são excelentes e o investimento é positivo. “É muito bom ter a tranquilidade de ir ao centro, a pé, sem enfrentar horas de trânsito e comprar tudo o que você precisa de uma forma prática. Tudo isto faz parte de um projeto que me fascina. Amo viver aqui”.



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