Entrevista com Daniel Rodrigues


Daniel Fernando Rodrigues, CEO da CCLi - Consultoria Linguística, é graduado em “Tradução” com pós em “Gestão do ensino à distância” e “Gestão Empresarial e Mestrado” em linguística aplicada. Além de empreender, Daniel também é mentor e palestrante. Recentemente lançou seu livro, “Cultura Inovadora Humanizada”, que tem como propósito inspirar outros empreendedores no desafio de implantar uma cultura de inovação. O empresário já recebeu diversos prêmios de inovação, principalmente a partir dos resultados obtidos pela CCLi.


Convidado pela revista Nova Versão, o entrevistado traz assuntos como aprendizados, propósitos e mudanças de mercado, entre outros. Confira parte da entrevista nesta página e o conteúdo todo, acessando o QR Code.


O que mudou para você no pós pandemia e qual o maior aprendizado?

Eu vejo que ela nos trouxe uma noção clara do que está dentro ou fora do nosso controle. Também um convite para aceitarmos nossa condição de vulnerabilidade enquanto seres humanos e, de certa forma, isso nos ajuda na conexão com a própria equipe, nos negócios e com o mercado. Em relação à mudança, como empresa, sempre tivemos um “traço forte” a respeito da humanização e isso teve uma acentuação maior, passando a ser mais valorizada por toda a equipe e clientes, principalmente na forma como lidamos com questões de maior dificuldade, de estresse ou até mesmo de “caos”. Respeitamos sempre a essência de cada um e vimos o quanto a conexão com o propósito faz superar qualquer desafio.


Qual a importância de se ter um propósito no que fazemos?

Pela conexão do que é mais importante com o nosso propósito, por vezes começamos a fazer uma série de tarefas ou rotinas e com isso esquecemos o porquê de fazermos aquilo naquele momento, tornando-se um processo mecanizado que muitas vezes não nos inspira. A partir do momento em que conseguimos fazer as coisas conectados com o “porquê estamos fazendo” e sabendo o propósito de estarmos fazendo, ganhamos uma sensação de realização maior, porque entendemos que aquela tarefa ou aquela etapa do processo que estamos executando é essencial para que o propósito maior da pessoa ou da empresa possa ser atingido. Na verdade, sabendo disso, ganhamos ainda mais força para fazer tudo, pois nos conectamos com os valores que o propósito representa.


Como encara as mudanças do mercado?

Tem um podcast que gosto muito, onde falam que a mudança é a única constante. A única coisa que não muda é que o mundo está mudando e vai continuar mudando cada vez mais rápido. Às vezes é um pouco desesperador, mas é real. E a única forma de encarar é se abrindo para ela. Por isso a importância de estarmos conectados ao nosso propósito, pois tende a ser mais “imutável”. A forma com que a gente o realiza no mundo muda, mas o porquê realizamos não. O propósito dá força para encararmos as mudanças e fazer com que sejam positivas, já que ajudam a atualizar o próprio propósito dentro do mundo conforme ele muda, para que a gente não perca a força da realização do propósito por não termos conseguido mudar acompanhando as mudanças do mercado.


Que conselho daria para as pessoas que tem necessidade de mudar, mas não sabem como dar esse primeiro passo?

A mudança de dentro para fora é muito poderosa e a conexão do negócio com o seu propósito é para dar essa força interna, para se adequar, reagir ou escolher quais mudanças pelas quais o mundo está passando e que é interessante para esse propósito. Quando vamos para o nível pessoal, a mudança tem o mesmo impacto. E quando as pessoas não sabem que passo dar, eu sempre recomendo que elas busquem o “back to basic” ou “de volta à essência”- e entender o porquê de sua vida profissional, o que lhe faz feliz nesse âmbito, buscando autoconhecimento e fazendo um mergulho no seu propósito para que a partir dele você desdobre outros pontos. Por isso, o primeiro passo é: quem eu sou? E o que eu quero para minha vida? Tendo essa clareza, conseguimos estruturar outros passos.

Como você enxerga o mercado daqui para a frente?

Vai continuar mudando, principalmente nas questões tecnológicas, trazendo uma automatização ainda maior e de muitos processos nas empresas. É preciso ficar atento à liderança do ser humano. As empresas que trazem consigo a humanização vão construir uma força que será cada vez mais importante para o mercado. É preciso que tenham autonomia para seus colaboradores e que consigam engajá-los no seu próprio propósito, para que assim eles atinjam seus resultados.


Daniel Fernando Rodrigues