A importância da vacinação em crianças contra a COVID-19


Desde o início da pandemia em 2020, o mundo vivenciou uma mudança do comportamento de vida nunca antes vistos. Tivemos fechamento de fronteiras, isolamento social, o uso de máscaras, hospitais e UTIs lotadas, óbitos em grande escala, fila de enterros, escolas fechadas, casamentos, festas, festivais, todos cancelados. O mundo estava diferente e as pessoas estavam assustadas com essa nova realidade. Enfim, todos nós lembramos de como foi sofrido não ter convívio social e nem encontro com a família.


No primeiro ano de pandemia, a busca de prevenção, por mais que houvesse orientação de isolamento social, o uso de máscaras, o distanciamento e a prevenção primária por meio de vacinas, foram grandes as esperanças para que a vida voltasse ao normal. E é isto que todos esperávamos com a vacina, evitar a ocorrência de casos graves da Covid-19 e, consequentemente, mais hospitalizações, sejam em enfermarias, UTIs, ou o pelo uso de respiradores mecânicos e, principalmente, para evitar óbitos.


A prevenção de doenças e de suas complicações por meio da vacinação é considerada uma das mais importantes descobertas da medicina. Sabemos que não há mais varíola no mundo graças à vacina. A poliomielite por exemplo, está em vias também de eliminação, o sarampo que há três anos ressurgiu, hoje já não há mais casos, assim como a meningite, a febre amarela, a diarreia por rotavírus e a hepatite B, todas preveníeis por meio das vacinas e em seu momento epidemiológico. Mas, a doença que mais precisa de diminuição é a Covid-19.


Por isso, neste momento, a vacinação é fundamental e principalmente nas crianças, visto que foram liberadas pela ANVISA e por comitês Internacionais. As vacinas que foram liberadas para crianças são seguras e passaram por todas as fases de testes clínicos necessários para avaliação de sua eficácia, segurança e efetividade. Elas protegem contra formas graves da doença e suas complicações.

Visto que elas protegem contra formas graves da doença, não há necessidade de dos pais ficarem escolhendo a marca das vacinas que seus filhos irão tomar. Existe a ressalva de contraindicação da Coronavac, que não é indicada para crianças com comprometimento da imunidade, doenças oncológicas, transplantadas, ou os chamados imunossuprimidos. No caso da criança que tenha tido Covid, é imprescindível aguardar 28 dias para vacinar e 14 dias após vacinação contra Covid, para administrar outras vacinas do calendário vacinal.


Outra informação que é muito importante, é que as crianças que forem vacinadas com a “Pfizer” devem ter cinco anos, enquanto as que forem vacinadas com a “Coronavac, devem ter acima de seis anos.


Em relação as reações mais comuns, pode ser que a criança tenha dor no local da aplicação, rigidez e vermelhidão. Ela também pode ser acometida de sintomas como: febre, dor de cabeça, mal-estar e cansaço, porém são todos transitórios.


É importante lembrar que qualquer reação adversa na criança após vacinação dentro de 30 dias, deve ser informada ao médico, para que ele possa realizar a notificação necessária e o monitoramento do caso. No que diz respeito a contraindicação geral, caso a criança tenha tido reação alérgica grave anafilática a qualquer dose anterior de vacina Covid-19, a segunda dose é contraindicada.


Devemos ressaltar que a vacinação de crianças e adolescentes contra a Covid-19 é uma ferramenta indispensável, eficaz e segura para o controle da pandemia de a segurança de toda a população.





Dra. Marcia Wakai Catelan

CRM 96365 - Infectologista Pediátrica

Formada pela Universidade de São Paulo- Instituto da Criança- Infectologia Pediátrica. Graduação Médica e Residência Faculdade Regional de Medicina São José do Rio Preto - FAMERP.